Lean Construction

A Comunidade Lean Thinking em parceria com a empresa “Rumo ao Objectivo Lda” (Lisboa) desenvolveram uma metodologia de implementação da filosofia lean management no sector da Construção Civil e Obras Públicas. Esta metodologia tem a designação de “Lean Building”.

Não apenas em Portugal, mas também no exterior, muitas empresas tem investido no sentido de reduzir desperdícios e optimizar os seus processos de Construção Civil. Esta tem sido uma alternativa bastante eficiente para reduzir custos, melhorar a qualidade e reduzir tempos de execução de obras, entre outros.

A aplicação de soluções (métodos e ferramentas) lean neste sector tem dois grandes objectivos: eliminar desperdícios e criar valor. Por desperdício entendem-se todas as actividades que na perspectiva do cliente não acrescentam valor (mas sim tempo e custo).

 

Como exemplos de desperdícios e suas consequências, respectivamente, podemos citar:

  1. STOCKS ou excesso de materiais no estaleiro de obras, os quais representam capital imobilizado, perdas de material, obstrução de áreas produtivas gerando outros desperdícios e aumento dos custos de armazenagem;
     

  2. PROCESSOS E ACTIVIDADES DESNECESSÁRIOS originam maiores tempos de execução das actividades, problemas com dimensionamento da mão-de-obra e custos gerais das operações. Associados a estes, resultam ainda problemas de comunicação, falta de definição das responsabilidades e prazos e excesso de relatórios (paperwork), sistemas e duplicação de informação;
     

  3. TEMPOS DE ESPERA (por ferramentas ou equipamentos, por material, pela conclusão de uma actividade e por outro colaborador com actividade paralela ou em sequência) leva ao prolongamento do tempo de execução dos serviços, atrasos no cronograma geral da obra e das actividades intermediárias e o aumento de custos;
     

  4. MOVIMENTAÇÕES desnecessárias ou em excesso originam longas caminhadas para buscar ferramentas ou meios produtivos, excessivo deslocamento entre etapas de trabalho e transportes de materiais e meios de forma indevida;
     

  5. DEFEITOS OU FALHAS causam retrabalhos em excesso, baixa produtividade, aumento das despesas com pessoal e materiais, risco do não-atendimento das expectativas do cliente e atrasos nos prazos do cronograma da obra;
     

  6. TRANSPORTES desnecessários ou em excesso levam ao deslocamento de ferramentas, materiais e equipamentos sem necessidade, atrasos nas actividades intermediárias e insatisfação dos colaboradores;
     

  7. DESPERDÍCIOS COM “ÁREA OU LAYOUT” também devem ser levados em consideração, pois a utilização inadequada de locais de trabalho, layouts mal definidos leva a  percursos exagerados, equipamentos e ferramentas mal usados, aumentos de stocks, acidentes e proliferação de outras actividades que não agregam valor;
     

  8. ATRASOS NA ENTREGA DA OBRAS E/OU VARIAÇÕES DE PRAZOS no cronograma durante a evolução da obra. Estes estão na origem da redução de margens, insatisfação (ou perda) de clientes, penalizações e insatisfação dos colaboradores.

 

As empresas de Construção Civil e Obras Públicas que desejarem tornar-se Lean (ie, magras e ágeis) deverão, assim como na indústria, trabalhar a fundo em pontos como estabilidade dos processos, optimização de processos, liderança de pessoas, trabalho em equipa, planeamento de operações e da logística, gestão do fluxo (materiais, dinheiro e informação) e, é claro, adoptar uma filosofia de melhoria contínua através da redução e eliminação de seus desperdícios e da criação de valor.

Do nosso portfolio de serviços fazem parte acções de implementação de rápido resultado (quick-win), implementação lean no estaleiro de obra e back-office, workshops práticos com jogos e formação-acção.

 

Para mais informações sobre Lean Building contacte-nos através do email management@leanthinkingcommunity.org ou pelo telefone (936000079), onde poderemos fazer uma visita sem compromisso para apresentação de serviços.